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Thomas Niederkorn (Engenheiro químico)
Líder de tecnologias básicas, Procter & Gamble

Thomas Niederkorn
Bacharelado, Engenharia Química, University of Illinois
Ph.D., Engenharia Química, Northwestern University


Líder de tecnologias básicas para aplicações de mistura de alimentos.


Uma grande transição que você precisa fazer quando começa a trabalhar é deixar de se basear em tarefas para passar a se basear em resultados. Apenas realizar uma série de tarefas não é bom o suficiente para ter sucesso: você tem de produzir resultados.




P: Que tipo de trabalho você faz?
Niederkorn: Você deve considerar o departamento onde trabalho, o centro de conhecimento em processos para a empresa. Somos os especialistas em processos em diversas daquelas que chamamos de 'tecnologias de processamento básicas'. Elas são bastante comuns em operações de unidades de engenharia química - mistura de líquidos, transferência de calor, trocas de calor. Para cada uma dessas tecnologias, temos um grupo de pessoas que apóiam a empresa na tecnologia respectiva. E temos vários tipos de apoio diferentes. Fazemos consultoria em projetos comerciais reais de nossos clientes. Nós os chamamos de clientes, mas na verdade eles são áreas de negócios dentro da empresa. Damos muitos treinamentos e fazemos o que chamamos de transferência de tecnologia, que é pegar informações que aprendemos em um dado setor da empresa e reaplicá-las em outras áreas. Também realizamos desenvolvimento tecnológico, que é tentar manter o estado-da-arte em um campo específico da tecnologia.

P: Com quem mais você trabalha diariamente?
Niederkorn: Trabalhamos com diversos engenheiros da empresa de todo o mundo. Muito trabalho é realizado em projetos globais, através de e-mail ou telefone, embora algumas viagens internacionais também sejam feitas. Trabalhamos com os engenheiros de nossos clientes aqui em Cincinnati. Existem vários centros técnicos aqui em Cincinnati; ou nós vamos até as instalações deles ou eles vêm à nossa, para trabalharmos juntos na execução dos projetos. E também trabalhamos dentro do nosso departamento. Temos no nosso departamento outros especialistas, com quem trabalhamos para resolver os projetos.

P: O que você gosta sobre seu cargo?
Niederkorn: O que mais gosto sobre meu cargo - e de trabalhar para uma organização central, como fazemos - é que damos apoio à empresa ao longo de todas as áreas de negócios. Você tem contato com muitos processos diferentes e diversos produtos. Assim, podemos estar envolvidos com tudo o que a Procter & Gamble produz.

P: Sua pós-graduação o capacitou a chegar onde está hoje?
Niederkorn: O maior desafio que enfrentei ao passar da escola para o mercado do trabalho foi não ter tempo suficiente para coletar todos os dados que desejava para tomar uma decisão. Por causa disso, muitas vezes tínhamos de tomar decisões com poucas informações. Um conhecimento sólido dos fundamentos realmente o ajuda e guia quando você tem de fazer isso. Isso é uma coisa que uma pós-graduação proporciona. No entanto, muito treinamento também ocorre no trabalho, de forma que eu não vejo ter apenas um diploma de graduação como uma barreira. Talvez ter só uma graduação venha a exigir mais treinamento no trabalho para chegar ao ponto em que você pode começar a tomar decisões com menos dados.

P: O que o levou a fazer uma pós-graduação?
Niederkorn: Originalmente, eu decidi fazer pós-graduação porque estava interessado em uma carreira acadêmica. Eu queria ser professor. Eu gostava de lecionar (o pouco que fiz, como tutor, etc.) como aluno de graduação. No entanto, durante a pós-graduação meus desejos mudaram e eu me tornei mais interessado em realmente trabalhar na indústria. Eu gostei da transição da pós-graduação para o mercado. Começar a realmente trabalhar em negócios reais e ter um impacto comercial real foi muito gratificante.

P: É difícil conciliar o trabalho com sua vida pessoal?
Niederkorn: Está ficando bem difícil. Talvez seja um sintoma de ficar mais velho, mas você começa a achar difícil fazer tudo o que queria, ou descobre que não tem tempo para fazer tudo o que gostaria de fazer. É uma luta manter um equilíbrio entre o trabalho e sua vida familiar ou pessoal. A esse respeito, eu acho que é muito importante que você trabalhe para uma empresa que reconheça e entenda isso. Uma das coisas que eu gosto na Procter & Gamble é que ela enfatiza muito que você não deve deixar seu trabalho interferir demais em sua vida pessoal e que você tem família e filhos, e que eles também são importantes.

P: Você pode nos falar de algumas vantagens de trabalhar para uma grande corporação?
Niederkorn: Muitas pessoas não estão certas de querer trabalhar para uma empresa grande. Uma coisa que eu realmente gosto a respeito de trabalhar para uma empresa grande é o impacto comercial que você pode causar. Um dos primeiros projetos que concluí logo após sair da escola valia milhões de dólares para a empresa. Assim, você tem uma situação de ir da escola para o mercado na qual recebe a responsabilidade de trabalhar em projetos de valor muito grande. Eu realmente gosto disso. Isso me motiva muito. É bom chegar em casa no final do dia e saber que você teve um impacto de US$ 20 milhões através de um projeto que acabou de concluir. Uma outra coisa que está se tornando provavelmente cada vez mais comum é a globalização. Outro aspecto que eu gosto do meu emprego na P&G é que também apoiamos a empresa globalmente, fora da América do Norte, e por isso podemos trabalhar em projetos de engenharia em todo o mundo - projetos que você está ajudando a executar e implementar ao redor do globo.

P: Qual é o aspecto do seu trabalho de que você menos gosta?
Niederkorn: Uma das coisas mais difíceis é administrar sua carga de trabalho. Isso pode ser específico de minha organização, já que apoiamos a empresa em todas as áreas. Basicamente, temos mais trabalho do que o que pode ser feito. Assim, é necessário definir prioridades. Eu levei um bom tempo para aprender a dizer não para alguns de nossos clientes internos - exclusivamente em função de limitações de recursos. Simplesmente não tínhamos pessoas suficientes ou tempo suficiente para fazer tudo. E essa é uma transição difícil de se fazer.

P: Como você aprendeu a tomar essas decisões difíceis?
Niederkorn: No começo, pelo menos, você conta muito com seu supervisor. Também temos algumas ferramentas que nos ajudam a avaliar projetos. Vamos trabalhar nos projetos que tragam o maior benefício para a empresa, e isso nos ajuda a decidir as prioridades.

P: Como você encontrou este emprego na Procter & Gamble?
Niederkorn: Eu soube do emprego através de uma postagem junto ao chefe do departamento de engenharia química e então enviei meu currículo. Foi uma situação interessante, porque a descrição do trabalho se ajustava de forma quase perfeita ao que eu tinha feito para minha tese. Assim, existia um ponto em comum óbvio ali. A partir de então, marcamos uma entrevista e a oferta veio.

P: O que o fez decidir pela engenharia química?
Niederkorn: A engenharia química era, de certa forma, uma escolha natural para mim. Eu estava interessado em engenharia, originalmente engenharia aeronáutica ou aeroespacial. Quando era criança, eu tinha fascinação por aviões. Eu tive um monte de modelos de aviões. Mas quando fui para o ensino médio fiquei mais envolvido com a química: eu tinha um gosto natural por química. Eu também gostava de matemática. Então, quando juntei as coisas, a engenharia química pareceu o caminho natural.

P: Como foi a transição do ambiente acadêmico para o mercado de trabalho?
Niederkorn: Eu acho que a coisa mais difícil para mim na transição do mundo acadêmico para a indústria foi não ter todo o tempo para coletar todos os dados que queria para tomar decisões. No ambiente acadêmico, você é treinado para explorar todas as variáveis e chegar a um entendimento científico aprofundado sobre o que está acontecendo. No trabalho, muitas vezes, devido aos prazos e cronogramas, você simplesmente não tem tempo para fazer tudo isso. Além disso, como cientista, você percebe que não está mais fazendo pesquisas simplesmente em busca do saber científico. Você agora faz pesquisas amarradas a uma área comercial. Essa também pode ser uma transição difícil para algumas pessoas que saem de uma pós-graduação.

P: Você participou de algum programa de cooperação ou estágio quando era estudante universitário de graduação?
Niederkorn: Eu fiz vários estágios de férias na graduação - um em uma empresa de produtos pessoais, outro em uma empresa de produtos de consumo e então dois estágios em uma companhia de petróleo. Foi definitivamente uma experiência que eu recomendo para qualquer estudante de graduação. Ela lhe dá uma visão de como a indústria trabalha, de como funciona o relacionamento com os supervisores e que tipos de empregos você pode estar interessado em fazer.

P: Houve alguma coisa que o atraiu para os produtos de consumo?
Niederkorn: A coisa que acho mais interessante sobre uma empresa de produtos de consumo é que você consegue ver o resultado do seu trabalho todo dia, quando vai a um supermercado. Você pode ver os produtos em que trabalha e projetos de que participou, especialmente quando um novo produto é lançado e você o vê na prateleira pela primeira vez. Dá para sentir uma pontinha de orgulho quando você olha para aquele produto e diz 'eu tive uma participação em fazer isso acontecer'.

P: Que conselho você daria a alguém interessado em engenharia química?
Niederkorn: Na escola, você é treinado para fazer certas tarefas. À medida que aprende a tecnologia você recebe tarefas, você é treinado para completar as tarefas com o único fim de completá-las. Uma grande transição que você precisa fazer quando começa a trabalhar é deixar de se basear em tarefas para passar a se basear em resultados. Apenas realizar uma série de tarefas não é bom o suficiente para ter sucesso: você tem de produzir resultados. E você precisa começar a pensar sobre seus processos de trabalho e sobre as decisões que toma todo dia no tipo de atividades que desempenha. Você vai realizar uma atividade apenas porque ela precisa ser feita ou vai fazê-la porque ela vai gerar um resultado comercial e agregar valor à empresa?

P: Como é seu dia de trabalho típico?
Niederkorn: Cada dia é um tanto diferente do anterior. É meio difícil de definir um dia típico. Inicialmente, ele envolve interagir com clientes, por telefone ou e-mail. Eu provavelmente gasto uma hora por dia com e-mails. Devido aos nossos clientes globais, é a forma mais eficiente de se comunicar. Eu passo algum tempo falando, ou me comunicando, com nossos clientes, por telefone ou e-mail. Eu trabalho em modelos de computador e programas de computador. E tenho um monte de reuniões.

P: De que tipo de reuniões você participa?
Niederkorn: Há reuniões pessoais, mas também estamos fazendo muitas videoconferências atualmente, para cortar os custos de viagens. Mas as reuniões são normalmente necessárias, para chegar a um consenso sobre um projeto. Quando lida com uma organização diversificada, você tem trabalhando em conjunto muitas pessoas, em locais diferentes. Você precisa reunir essas pessoas e conversar sobre as metas do projeto. Uma coisa que você precisa aprender bem rápido na indústria é que, sempre que há uma reunião, sempre sairá dela uma definição de quem vai fazer o que até quando. É muito importante obter o compromisso das pessoas e quando tais compromissos serão cumpridos.

P: Você faz muitas horas extras para fazer todo o seu trabalho?
Niederkorn: Eu acho que isso tem muito a ver - se você analisar as diferentes personalidades em um ambiente de trabalho - com o quanto cada pessoa é produtiva ao longo do dia. Algumas pessoas podem trabalhar 10, 12 horas por dia, mas você também pode notar que essas pessoas gastam um pouquinho mais de tempo em conversas casuais no cafezinho, e assim por diante. Assim, dependendo do seu nível de produtividade, eu não diria necessariamente que muitas horas extras são necessárias.

Os perfis dos engenheiros são considerados idéias pontuais da carreira de cada indivíduo.


(Os perfis dos engenheiros do TryEngineering são fornecidos pelo
Sloan Career Cornerstone Center.)


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