TryEngineering.org: Discover the creative engineer in you. Accreditation.org: The ultimate resource for engineering, computing and technology accreditation. TryNano.org: Nanotechnology for a wider audience.  
         TryEngineering.org > A vida de um engenheiro > Engenheira aeroespacial
Discover the creative engineer in you
Life of an Engineer
Torne-se um engenheiro
A vida de um engenheiro
Conheça engenheiros profissionais
Sociedades de engenharia
Especialidades de engenharia
Química
Civil
De computação
Elétrica
Mecânica
Mais...
Especialidades de tecnologia de engenharia
Química
Civil
De computação
Elétrica
Mecânica
Mais...
Julie A. Pollitt, P.E. (Engenheira aeroespacial)
Tecnóloga aeroespacial - gerente de projetos, Centro de Pesquisas Ames da NASA

Julie A. Pollitt, P.E.
Mestrado em Engenharia Mecânica, Stanford University
Bacharelado em Engenharia Mecânica, University of Connecticut


Tecnóloga aeroespacial, envolvida em gerenciamento de projetos; constrói equipamentos de pesquisa e testes, inclusive modelos em grande escala para testes em túnel de vento.


Julie gosta do seu trabalho porque ela tem de ser uma 'faz-tudo', trabalhando com projetistas, fazendo cálculos, produzindo desenhos em CAD, construindo protótipos e realizando testes.


"Em um curso de bacharelado/graduação, mantenha sua base a mais ampla possível, para que você tenha muitas, muitas possibilidades para explorar. E pense seriamente sobre pós-graduação".




P: Como você decidiu ir para a área de engenharia? Qual foi sua especialidade na faculdade?
Pollitt: Na verdade, eu entrei em engenharia porque sempre tive interesse na NASA. Meu avô costumava nos colocar na frente do aparelho de TV sempre que uma missão Apollo decolava e sempre que qualquer outra coisa era lançada. Ele n os colocava em frente àquele TV e dizia "assistam, isso é história sendo feita". Então, desde quando era pequena, eu sempre tive um grande interesse real na NASA e no trabalho que a NASA fazia. E quando eu tinha uns 16 anos, quando estava no ensino médio, eu tomei uma decisão firme de que iria trabalhar na NASA, não importava o que custasse. Assim, eu comecei a falar com recrutadores de universidades, de diferentes empresas e também militares, e fiz a eles muitas perguntas sobre formados em que cursos poderiam ser de interesse da NASA. Eu não estava preparada com muito dinheiro, por isso estava pensando que ia precisar entrar na Força Aérea. E eu fiquei quatro anos em uma cadeira de rodas. Eu me machuquei enquanto estava no ensino médio. Então eles me disseram que engenharia, engenharia aeroespacial, seria um bom campo para conseguir um emprego na NASA. E eu estava me encaminhando para entrar na Força Aérea, tornar-me uma engenheira aeroespacial e então ir trabalhar na NASA. Mas quando entrei na faculdade acabei indo para a área de engenharia mecânica, porque era um pouco mais ampla do que a aeronáutica, e eu pensei que isso poderia me garantir no caso de a NASA não me querer. E daí segui por esse caminho. Eu então procurei por uma faculdade de engenharia. Como eu cresci em Connecticut, fui para a University of Connecticut, formei-me em engenharia mecânica, larguei tudo e fui para a Califórnia. Cheguei até o Centro de Pesquisas Ames da NASA. Bati na porta deles e pedi um emprego. E, felizmente, no dia seguinte estava empregada.

P: Como é ser uma gerente de projetos?
Pollitt: Eu realmente gosto de ser uma gerente de projetos. Esse cargo ainda me permite manter a atualização técnica de que preciso, porque não é um projeto tão grande que eu não fique envolvida diretamente. Eu definitivamente estou diretamente envolvida com o que está acontecendo no design. E eu sempre tive uma tendência natural de liderar grupos e desejo de gerenciar, organizar, definir um rumo para um grupo de pessoas e conduzi-las nesse rumo. Assim, eu realmente gosto tremendamente de ser uma gerente de projetos.

P: Quais são os desafios de ser uma gerente de projetos?
Pollitt: Os desafios do gerenciamento de projetos? As pessoas, trabalhar com pessoas. Quando você acaba gastando 90% do seu tempo com uma ou duas pessoas do projeto, porque essas são as pessoas que você não consegue fazer com que tenham o mesmo desempenho dos outros. Isso é, provavelmente, o maior desafio. E os outros desafios decorrem do surgimento de brigas dentro da sua equipe. E assim por diante. São principalmente as questões pessoais.

P: Houve algo de sua experiência no curso de engenharia que a preparou para isso?
Pollitt: Não, nada de minha educação em engenharia me preparou para ser uma gerente de projetos. Na verdade, a maioria das coisas que realmente me prepararam foi um monte de atividades extracurriculares que fiz na época de faculdade, como ser representante da seção estudantil da ASME e a Society of Women Engineers. Eu me envolvi com um monte de outras sociedades também. E outra coisa importante foi praticar esportes, trabalhar em equipe. Foi algo bem importante... isso é muito do que é essência do gerenciamento de projetos e das equipes de projetos. Quero dizer, trabalhar em equipe.

P: Voltando aos tempos de faculdade... estudar engenharia foi fácil? Fale sobre isso.
Pollitt: Engenharia nunca é fácil (risos). O curso de engenharia nunca foi fácil ma, como um todo, foi extremamente interessante e muito divertido, acho. Eu tive de fazer muitos trabalhos, tive de me dedicar muito, mas ter este emprego certamente fez todo o trabalho duro que fiz na universidade valer o esforço. E o trabalho que faço, na verdade, em comparação com o de um monte de amigos que eu tenho que se formaram na mesma faculdade e com o dos que agora eu tenho que também são engenheiros, faz com que eu ache que é bem mais empolgante estar aqui na NASA. Você atua em todos os aspectos da engenharia. Quer dizer, eu trabalho com o projetista, nós fazemos os cálculos e o design, desenhando-o no computador, levando-o para a oficina, providenciando para que ele seja construído, testando protótipos de aparelhos. Passamos por todo o domínio da engenharia, o que faz trabalhar na NASA realmente empolgante. Já as pessoas com quem eu converso que estão em empresas grandes atuam em uma área específica. Elas podem fazer só análise de tensões, só análise de fluidos ou só desenhos. Quer dizer, eles não atuam em uma área ampla. Nós somos 'faz-tudo'. Muitos de nós temos de ser, porque não temos os recursos o tempo todo, como ocorre na indústria privada.

P: Que conselho você daria hoje a estudantes do primeiro, segundo ano?
Pollitt: Conselhos? Em um curso de bacharelado/graduação, mantenha sua base a mais ampla possível, para que você tenha muitas, muitas possibilidades para explorar. E pense seriamente sobre pós-graduação. Na verdade eu gostei mais da pós-graduação do que do curso de graduação.

Os perfis dos engenheiros são considerados idéias pontuais da carreira de cada indivíduo.


(Os perfis dos engenheiros do TryEngineering são fornecidos pelo
Sloan Career Cornerstone Center.)


home about contact us links sitemap disclaimer